
Oi, aqui é o Leo.
Eu sou dono da Patinep Store, uma loja de scooter, patinete e bike elétrica em Maringá, no Paraná. A loja abriu em 2018.
Antes de ter loja, eu trabalhei com tecnologia desde 2011: fui engenheiro de software e liderei produtos e equipes em empresas de tecnologia, algumas com ações na bolsa Nasdaq. Também quebrei duas empresas antes de acertar com a Patinep, que hoje fatura R$ 2,5 milhões por ano. Na loja eu cuido das vendas, do atendimento, do marketing e do caixa no fim do mês.
Escrevo esta carta porque construí um sistema para a minha loja, ele funcionou, e agora vou abrir para outras lojas. Quero contar como foi, do jeito que aconteceu, para você decidir se faz sentido para a sua.
Como era a loja com cinco ferramentas
Até agosto de 2026 a Patinep funcionava assim. O cliente chamava no WhatsApp, onde o robô do BotConversa fazia o primeiro atendimento. Os contatos e as etapas de cada venda ficavam no Pipedrive. Quando a venda fechava, ela era digitada de novo no Tiny, onde ficavam as vendas e o estoque. E o dinheiro da loja ficava em planilha.
PipedriveOs contatos e as etapas de venda.TinyAs vendas e o estoque. (A nota fiscal ainda sai por ele.)- BotConversaO robô do WhatsApp. Ainda está aqui: o WhatsApp dentro do sistema já está pronto e liga junto com as primeiras lojas. Novo
Planilha do caixaO que entrou e saiu de cada conta, todo dia.Planilha do fim do mêsPara descobrir quanto a loja tinha ganhado.
Hoje: um sistema só para vender, controlar o estoque e cuidar do dinheiro. Quatro das cinco ferramentas já foram substituídas na Patinep. A quinta sai quando o WhatsApp for ligado.
Cada ferramenta resolvia um pedaço. Nenhuma conversava com a outra. Na prática, isso aparecia em três lugares:
- Contato esquecido. O retorno que o vendedor combinava com o cliente ficava na cabeça dele ou num lembrete solto. Quando ninguém lembrava, o cliente esfriava.
- A mesma venda digitada duas vezes. Uma no Pipedrive, outra no Tiny. Cada digitação a mais é uma chance a mais de erro.
- Planilha no fim do mês. Para saber quanto sobrou, eu juntava as vendas, a taxa da maquininha, o frete das compras e as contas pagas numa planilha. A resposta chegava com o mês seguinte já andando.
As ferramentas pagas pesavam todo mês. Somando, uma loja de elétricos gasta de R$ 300 a R$ 1.000 por mês com ferramentas que não conversam entre si, e o dono ainda junta tudo na mão.
Então eu construí o meu sistema
Em julho de 2026 comecei a construir um sistema só para a Patinep. A regra era uma: tudo da loja no mesmo lugar, do primeiro contato do cliente até o dinheiro no banco, fazendo as contas que uma loja de scooter precisa fazer.
Um sistema genérico normalmente não faz essas contas. Ele não guarda o custo de cada lote que chega, e a mesma scooter pode vir mais cara no pedido seguinte. Não coloca o frete da compra dentro do custo do produto. E não separa a taxa da maquininha por bandeira e por número de parcelas.
No dia 2 de agosto de 2026 a Patinep trocou de sistema. O sistema novo substituiu o Pipedrive e o Tiny no comercial, nas vendas, no estoque e no financeiro.
Uma coisa ainda fica de fora: a nota fiscal continua sendo emitida fora do sistema. A emissão de nota dentro do Mobinep ainda está em construção. Chegando
Trouxe o histórico inteiro, e conferi
Eu não ia trocar de sistema e perder a história da loja. Tudo veio junto, e cada número foi conferido contra o sistema antigo antes da troca.
Números da troca de sistema da Patinep Store, feita em 2 de agosto de 2026.
O que mudou no dia a dia
Abaixo estão três telas do sistema, com dados de exemplo. São as mesmas telas que a equipe da Patinep usa.